Toque
Me torno chuva de inverno a cada vez que respiro
Esse vento cego muda meus átomos, me tornando uma peça falha e indesejada
Silenciada pelas fortes pancada, acabo isolada
Suplico, quase que inaudível
Tal como um náufrago em uma ilha sozinha
Me vejo perdida, sem rumo algum
Ninguém me ouve
Ninguém me vê
E no fim do dia morro sozinha, como uma morta-viva no limbo de um "talvez"
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