onze horas
As janelas estão sempre abertas.
A luz entra,
assim como o vento gosta de brincar.Tudo permanece em seu devido lugar,
ou pelo menos
é o que parece estar.Os dias se passam.
O sol parou de brilhar.
Pássaros morreram de medo,
pois o escuro
realmente os deixou sem respirar.Me sinto um filhotinho
que ainda não sabe voar,
que caiu num fio
e morreu ali mesmo,
enforcado no ar.Não é difícil se perder,
se não acredita,
eu mesmo posso te mostrar.É bem simples, na verdade:
basta
me ignorar.
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