Please don't leave me
Me sinto tão vazia com os seus toques;
não se parecem em nada
com aqueles pelos quais me apaixonei.Às vezes parece que só eu amo,
que só eu pertenço —
mas, poxa, eu também sou humano.Quero voltar a provar do teu sabor,
desse teu licor
que, mesmo ferindo minha garganta,
me mantém embriagado e inerte
nesse mar de dor.Desisto de me fingir de tolo.
Sou corrupto quando se trata de amor;
então corra
antes que eu atire em seu interior.Estou com uma pistola em mãos.
Não sei em quem devo atirar:
em você, que me causa dor,
ou em mim,
que guardo todo esse ódio
em pele de amor.
E, no final do dia,
volto a me afogar
no teu oceano de calor,
me perdendo lentamente
sem sentir sequer
uma gota de rancor.
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