07 julho 2024

Please don't leave me

Me sinto tão vazia com os seus toques, não se parecem nem um pouco com os que me apaixonei.  

Às vezes parece que só eu amo, que só eu pertenço, mas poxa, eu também sou humano.  

Quero voltar a provar do teu sabor, desse teu licor, que mesmo ferindo minha garganta, me mantêm embriagado e inerte nesse mar de dor.  

Desisto de me fingir de tolo, sou corrupto com relação ao amor, então corra antes que eu atire em seu interior. 

Estou com uma pistola em mãos. Não sei em quem devo atirar: em você, que me causa dor; ou em mim, que guardo todo esse ódio em pele de amor. 

E no final do dia volto a me afogar no teu oceano de calor, me perdendo lentamente sem sentir sequer uma gota de rancor.

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